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Blog do Oldack Mendes




Escrito por Oldack às 11h39
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EPOPEIA - 4.A PARTE

Pouco tempo depois, uma semana antes de seu aniversário,

O Lavrador recebeu de presente ,  uma boneca...

E o  Vale mais uma vez se encheu de alegria e felicidade...

Eu  vi...  Já no final da década,

Mais uma vez, o Vale entrar em clima de festa.

Era o Herdeiro unido à família pelo Amor,

Trazer para junto de si uma companheira

Que iria ajudá-lo na proposta da perpetuação da espécie.

E o primogênito aproveitando o eufórico clima,

Lançou a semente da última flor de seu Jardim,

Que meses depois, como uma Estrela Cadente,

Riscando a escuridão da noite,

Veio tornar o Jardim mais alegre e mais belo.

Eu vi o Primogênito, cansado das injustiças

Praticadas contra a Educação, voltar ás origens

E tentar a sorte na labuta com a terra.

Sabiamente não abandonou por completo seu sacerdócio.

E como a Educação não tem o “privilégio”

De ser a única injustiçada, voltou à labuta exclusiva

Com as letras, sua antiga e castigada paixão.

Eu vi... O Vale continuar a ser feliz e alegre.

Vi a chegada da primeira flor no Jardim do último Herdeiro,

E depois mais um que presenteou o grande Lavrador

Recebendo como carinhosa homenagem, o seu nome.

Eu vi... O encerramento da tarefa de perpetuação da espécie

Receber um personagem que alem da beleza

Trouxe como instrumento de sobrevivência, a inteligência...

Mas obedecendo a ordem Natural do Universo

Tivemos a impressão de termos aumentada a velocidade

De nossa passagem pelo tempo.

E a árvore genealógica multiplicou seus galhos

Começando a driblar nossa memória.

A Natureza não tem a pressa

E nem  os sentimentos dos humanos.

Aquele lavrador, obedecendo aos desígnios Naturais,

Deixou triste o Vale, e foi-se embora definitivamente...

Eu vi... Os amigos  conduzindo-o,  desaparecerem

 

Na última curva da estrada... X



Escrito por Oldack às 16h31
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( EPOPEIA - Continuação: 3.a Parte)


Eu  vi  o Primogênito e seu diploma de educador,

Diante de todas as dificuldades,

Sair pelo mundo à procura de trabalho, como apóstolo,

Na nobre tarefa de Educar.

Eu vi sua imensa alegria de comunicar aos Pais

Que iria para terras distantes, que na Noroeste iria morar,

Que levaria uma muda de Flor onde numa Ilha iria plantar.

De mãos dadas com sua Flor em direção ao Noroeste,

Caminharam, e cercados de água por todos os lados

Iniciaram o jardim num pequeno, mas lindo palácio.

Eu vi a felicidade daquele alegre distribuidor de letras

Vir mostrar seu primeiro carro.

Eu vi, devido à precariedade da estradinha,

Sair dela amparado pelo lavrador,  ao meu pé passar.

Eu vi, a volta do herdeiro de Cabeça Branca mais todos os seus

Juntar-se aos demais e comemorar as datas

De Confraternização do Mundo Ocidental Cristão.

Eu vi a felicidade inundar aquele Reino Encantado,

Ao receber um lacônico telegrama: “ Maria Rita chegou!”

Era a chegada da primeira flor, uma Rosa,

 Ainda em botão, enfeitar o fantástico Jardim...

Eu vi a alegria do herdeiro de Cabeça Branca ao encerrar

Sua tarefa na perpetuação da espécie,

Trazer uma pequena criatura que herdou de seu Pai

O amor e a dedicação ao trabalho...

Eu vi, pouco depois, todos entrarem em delírio

Ao receberem a visita de um frágil mas lindo botão...

Eu vi aquele cultor de conhecimento vir buscar

A Mãe da Família para dar aulas de Amor Maternal

 E  ajudar na labuta do jardim,

Que não parava de crescer e agora recebia

Um mimoso e lindo Jasmim...

E o Reino Encantado, com humildade crescia.

Eu vi a chegada, pelas mãos do primogênito,

De um barulhento ajudante na lavragem da terra.

O Reino Encantado nunca mais foi o mesmo.

A produção não parava de crescer... Mas, Eu vi...

Numa manhã  de Julho, nos meados da década de 70,

Um espesso manto branco cobrir o Vale,

E a Natureza  a exigir que tudo recomeçasse do princípio,

E não podendo ser diferente, assim foi feito...

Eu vi o Vale entrar em desespero

Diante do  acidente daquele Lavrador,

Ao operar a máquina barulhenta.

Eu vi passar aos meus pés o vizinho Tião Batista,

Levando para o hospital o amigo considerado morto.

Eu vi o desespero da Família ao   ir atrás dos recursos

Que a Medicina de então podia oferecer.

Eu vi a alegria de todos diante do sucesso da cirurgia.

Eu vi  o reconhecimento e a gratidão ao Médico que fez seu

Trabalho, de acordo com a posse da família,

E não conforme as exigências financeiras

Que o mercado da Medicina  estabelecia.

Eu vi a alegria do Vale receber de volta

O ilustre acidentado, chegando num DKW – VEMAG de cor vinho,

Trazido pelos irmãos de Amor, João Carlos e Nina.

A vida tinha vencido a incrível batalha...X



Escrito por Oldack às 16h25
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